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12/02/2016 - 11h57min

 

O PROBLEMA...

 

 

 

 

Nós falamos há anos sobre o perigo da carta de oposição e sobre como ela destrói qualquer chance de sucesso nas negociações, porém infelizmente o trabalhador não dá a devida importância ao assunto e ao próprio emprego.

 

 

VITÓRIA OU DERROTA?

 

 

 

No ano passado, por exemplo, fechamos a CCT SEM PERDER NENHUM ITEM e com um reajuste de 1,3% acima da inflação.

Essa CCT garantiu aos trabalhadores importantes itens que complementam e muito o salário e que NÃO É O PATRÃO QUEM DÁ, como: PLR, plano de saúde, reajuste salarial, vale refeição, quinquênio... e muitos outros benefícios. Ótimo, não?

Em contrapartida a essa vitória do SECMESP para toda a categoria, recebemos TRÊS MIL CARTAS DE OPOSIÇÃO a mais, totalizando mais de ONZE MIL cartas de oposição!

São ONZE MIL pessoas que através das cartas de oposição afirmam e assinam embaixo dizendo que essa CCT não é boa o suficiente para eles.

 

 

OPOSIÇÃO A QUE?

 

 

 

Alguns bradam a oposição... mas só se opõem a pagar, não a receber.

Até hoje nunca recebemos NENHUMA carta de oposição ao plano de saúde, PLR... enfim, a nenhum item da CCT.

Nenhum trabalhador se disse descontente com a CCT, se recusando a receber os benefícios que ela traz. Isso significa claramente que o trabalhador está contente com a CCT.

Também não recebemos até hoje NENHUMA carta de trabalhador dizendo que prefere um reajuste de 20 ou 30%, abrindo mão do seu plano de saúde, PLR, etc.

 

 

NEGOCIAR OU DISSÍDIO?

 

 

 

 

Quando a negociação não é bem sucedida, o meio legal para lutar por nossos direitos é o dissídio, que é na verdade uma ação judicial que acontece quando não se chega a um acordo.

No dissídio, é o juiz quem determina como será a CCT.

 

 

DEMISSÃO EM MASSA...

 

 

 

 

Chegamos numa situação complicada onde nos foi comprovado que índices maiores de reajuste implicariam em demissão em massa, para manter o funcionamento da cooperativa.

E se um sindicato existe para defender o trabalhador e condições dignas de trabalho, vitória nenhuma deve ser a custo do emprego dos trabalhadores.

O reclamante de hoje pode ser o demitido de amanhã, como já vimos acontecer inúmeras vezes.

 

 

A SOLUÇÃO...

 

 

 

A ÚNICA solução é a união e fortalecimento da categoria de trabalhadores de cooperativas médicas. Não contra o patrão, mas sim a favor do emprego e de condições dignas de trabalho.

Enquanto os trabalhadores não se unirem, se sindicalizarem e deixarem de enviar a carta de oposição, as negociações serão cada vez mais duras.

A CCT que levou mais de vinte anos para chegar nesse formato e que está entre as três melhores CCTs do país começará a perder itens e voltaremos à estaca zero.

 

 

EU AJUDO OU ATRAPALHO?

 

 

 

 

É complicado negociar para uma categoria onde 70% envia carta de oposição, não dando valor ao próprio emprego.

Todos aqueles que enviam carta de oposição, são os responsáveis diretos pelo enfraquecimento nas negociações. Alguns enviam a carta conscientes de seus atos. Outros são ENGANADOS por seus colegas de trabalho ou por seus SUPERIORES que dizem que a tal carta de oposição “serve para o trabalhador não ter que pagar”.

Vemos constantemente trabalhadores de outras categorias se manifestando e até fazendo greve, em defesa de seus direitos.

Apenas trabalhadores que se unem e que valorizam o emprego tem força para isso. Sem união, viveremos impotentes vendo cada vez mais colegas de trabalho perdendo o emprego.

A união faz a força!

 

 

QUASE TRINTA ANOS GARANTINDO SEUS COMPLEMENTOS SALARIAIS...

 

 

 

 

Agradecemos e parabenizamos todos aqueles que são sindicalizados e aqueles não enviam a carta de oposição.

São vocês que juntamente conosco construíram essa CCT e ajudam no fortalecimento do emprego!

 

PARABÉNS, COMPANHEIROS!

 

 

 


 


Giovanny Renato


Jornalista e Assessor - SECMESP

MTE: 0075996/SP - CRA-SP: 109.104

 

 

Imagens: Pixabay
 

 

 

 

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